Leia Mulheres promove debate sobre literatura.


O Coletivo Leia Mulheres será apresentado na Universidade Católica de Petrópolis, reforçando sua proposta de ampliar a visibilidade de obras de autoria feminina, que ainda enfrentam barreiras no mercado editorial. A iniciativa promove encontros mensais voltados ao debate e à divulgação dessas produções, incentivando a leitura e a troca de ideias.

O movimento teve origem na hashtag #readwomen2014, criada pela escritora britânica Joanna Walsh, e se consolidou em clubes de leitura ao redor do mundo. No Brasil, começou em 2015, idealizado por Juliana Gomes, Juliana Leuenroth e Michelle Henriques, reunindo leitores interessados em obras escritas por mulheres, de diferentes épocas e estilos.

Em Petrópolis, o projeto está ativo desde 2016, com encontros realizados sempre na primeira quarta-feira do mês. A participação não está condicionada à leitura prévia das obras, buscando justamente ampliar o acesso, estimular o diálogo e aproximar pessoas interessadas em literatura.

Dentro dessa proposta, a literatura latino-americana ganha destaque ao dar voz a histórias muitas vezes silenciadas — narrativas que abordam violência, medo, resistência e sobrevivência. A partir do livro As coisas que perdemos no fogo, da escritora argentina Mariana Enriquez, será realizada uma oficina que propõe uma reflexão sobre violência, gênero e horror na América Latina, evidenciando a literatura como espaço de denúncia, memória e pensamento crítico.

A atividade acontece a convite da professora Denise Salles e será realizada no dia 30 de março, às 17h, no Auditório do Campus Dom Veloso, na UCP. O encontro convida o público a compartilhar leituras, ideias e inquietações presentes na obra e no contexto contemporâneo.

A oficina será ministrada por Drica Madeira, Linda Feitoza e Denise Salles, propondo uma conversa sobre como a literatura pode iluminar questões muitas vezes invisibilizadas e contribuir para a compreensão das marcas da violência na sociedade.